terça-feira, 8 de junho de 2010

Anemia


Para que seja entendido o processo anêmico em toda a sua extensão, precisamos compreender a importância da respiração e mais precisamente do oxigênio do ar no funcionamento de nosso organismo.

O oxigênio é um grande gerador de energia, tanto que precisamos dele para processos de combustão, produzindo calor pelo fogo, energia mecânica através de motores de carros, etc...

Em nosso organismo não é diferente, sendo o oxigênio utilizado no metabolismo de milhares de células do organismo para gerar a energia necessária à vida. Temos outras fontes de energia, como os açúcares, os carboidratos e proteínas, mas o oxigênio continua sendo a principal fonte.

O seu transporte aos vários órgãos e células do corpo humano é feito por uma estrutura denominada hemoglobina, que é por sua vez transportada por uma célula denominada hemácia, a famosa célula vermelha. Sua cor avermelhada se dá pela forte concentração de ferro na hemoglobina. É por isso que nosso sangue tem a coloração avermelhada, pois as hemácias correspondem a aproximadamente 40 a 50% do volume total do sangue.

Quando temos uma diminuição nas concentrações de hemoglobina e/ou hemácias, desenvolvemos o chamado quadro anêmico. Ou seja, no indivíduo anêmico a oferta de oxigênio aos tecidos e órgãos está diminuída.

Com isso, falta energia para desenvolver as diversas funções do dia a dia, e a pessoa começa a sentir falta de ar ao subir escadas, cansaço fácil, dores musculares, palpitação aos esforços, sonolência, náuseas, dores musculares, perda da libido, entre outros. A intensidade dos sintomas será proporcional ao grau de anemia.

Existem vários tipos de anemia, que muitas vezes variam de uma determinada região para outra. Elas podem ser causadas por perdas sanguíneas, como hemorragias, desnutrição, alterações genéticas do indivíduo, carências alimentares de ferro, vitaminas B12 e folatos e, em alguns casos, associadas a outras doenças como insuficiência renal, insuficiência hepática, Leucemias e outras.

No Brasil, as causas mais comuns de anemia são a deficiência de Ferro, Vitamina B12 e Folatos. O ferro é um elemento fundamental na estrutura da hemoglobina, por sua capacidade de se ligar ao oxigênio. Sua deficiência se caracteriza por diminuição na produção e consequentemente nos níveis séricos de hemoglobina.

Já a Vitamina B12 e Folatos são fundamentais na produção da hemácia, e sua deficiência se caracteriza por diminuição nos níveis séricos das hemácias. Ambas as deficiências podem causar anemias em variados graus. As alterações genéticas mais comuns são a Doença ou Anemia Falciforme e as Talassemias.

A doença falciforme é mais comum entre os negros e seus descendentes e ocorre por uma troca de um simples aminoácido na cadeia protéica da hemoglobina. O organismo passa, então, a produzir um tipo diferente de hemoglobina, a qual é instável em baixas concentrações de oxigênio.

Ou seja, quando diminuem as concentrações de oxigênio na hemácia, a hemoglobina se precipita e fica com um formato de foice (daí a denominação falciforme). Esta hemácia em formato de foice é destruída pelo nosso organismo e ainda pode ocluir pequenos vasos sanguíneos. Já a Talassemia é mais comum entre descendentes de Italianos, Gregos, Libaneses e Turcos, e se caracteriza por uma deficiência parcial ou total na produção de algum tipo de hemoglobina.

A gravidade do quadro anêmico varia de acordo com a carga genética do indivíduo. Bem, estas são as anemias mais comuns no Brasil, no entanto existem outros tipos. É importante, na ocorrência dos sintomas citados anteriormente, procurar seu médico, pois o diagnóstico da anemia só pode ser realizado com a análise de dados clínicos e laboratoriais do paciente.

O exame laboratorial de escolha para o diagnóstico de anemia de um paciente é o Hemograma. Nele serão verificados as concentrações sanguíneas de hemácias, hemoglobinas, entre outras medições. Nele são verificadas também as características celulares de cada indivíduo. Com base no resultado do Hemograma o médico poderá solicitar outros exames, mais específicos para cada tipo de anemia.

No ValeClin Laboratório utilizamos, para as análises Hematológicas, o equipamento completamente automatizado Pentra ABX 120. Este equipamento é importado da França e oferece como diferencial a medição de vários parâmetros, que adicionam valor diagnóstico ao tradicional hemograma.

Integrado à nossa rede de informática, os pacientes são identificados por códigos de barras colados no momento da coleta, eliminado a possibilidade de troca de amostras ou erros na digitação dos resultados. Todos os resultados são monitorados por um exigente programa de Controle da Qualidade.



Fonte: Dr. José Placido de Almeida Sgavioli - Dr. Giovanni Melozi Sgavioli

Chocolate meio-amargo reduz colesterol


Estudo publicado recentemente sugere que o consumo de chocolate meio-amargo pode ajudar na redução do colesterol.

Uma pesquisa das universidades de L’Aquila, na Itália, e Tufts, em Boston, que foi publicada na revista científica Journal of Nutrition concluiu que a ingestão de alguns gramas de chocolate meio-amargo enriquecido por dia, durante 2 semanas, ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas.

Segundo os estudiosos a ação benéfica vem de compostos chamados flavonóides presentes no cacau, principal ingrediente do chocolate. Acredita-se que os flavonóides aumentam a produção de óxido nítrico, substância que relaxa e dilata as artérias.

A pesquisa foi desenvolvida com a ajuda de 19 participantes, 11 homens e 8 mulheres, sendo que todos apresentavam problemas de pressão alta e resistência à insulina.

As pessoas foram divididas em dois grupos, os que comeram100 gramas de chocolate meio-amargo diariamente durante 2 semanas tiveram uma queda na pressão sanguínea.

O outro consumiu 100 gramas de chocolate branco durante o mesmo período, mas seus participantes não apresentaram melhoras quanto a pressão arterial.

Outros estudos já haviam mostrado os benefícios do chocolate para o coração. O que essa pesquisa traz de inovador é a demonstração de que esses benefícios acontecem já a curto prazo.

Os cientistas alertam que a dieta sugerida envolve apenas chocolates enriquecidos, pouco gordurosos e ricos em flavonóides.

Fonte: Banco de Saúde - Notícias
Site Médico

A mulher na menopausa


Calcula-se, em números redondos, que a população feminina do Brasil é de 75 milhões, e que o número de mulheres acima de 49 anos é de 10 milhões (cerca de 13% do total).

Levando-se em conta que a expectativa de vida da mulher brasileira aumentou (no homem é 8 anos menor), e hoje é estimada em mais de 72 anos de idade, pode-se entender a importância que o climatério representa para o dia-a-dia.

Esse imenso contingente de possíveis pacientes, que acabam representando um importante problema de Saúde Pública, necessita entender o que está acontecendo no seu corpo.

Menopausa é o nome que se dá à última menstruação que acontece na mulher. Ocorre, geralmente quando ela tem cerca de 45/50 anos de idade, mas não acontece de repente, da “noite para ao dia”. Algum tempo antes da menopausa há o período no qual as menstruações se tornam irregulares, o ciclo e o fluxo variando de intensidade, ora de muita, ora de pouca quantidade de sangue, até que desaparece, por completo.

No período pós-menopausa o acontecimento mais importante é o fato de os óvulos não mais amadurecerem nos ovários, o que determina que a mulher não é mais fértil, isto é, não pode mais procriar. Os hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona), que já estavam diminuindo antes da menopausa, caem ainda mais durante esse período pós-menopausa. Por causa da falta dos hormônios ovarianos a mulher começa a sentir e a notar uma série de sinais e sintomas.

As primeiras e mais comuns das queixas são, sem dúvida, os calores repentinos e a transpiração excessiva, que se repetem inúmeras vezes ao longo do dia e da noite, interferindo inclusive com o próprio sono, já que a mulher acorda várias vezes à noite. A diminuição dos hormônios se mostra perceptível em várias outras áreas, como a pele (se torna mais fina, seca e enruga), os cabelos (mais ralos e quebradiços) e até a voz que pode se tornar um pouco mais grave. Além disso, a mucosa vaginal (revestimento interno da vagina) torna-se mais fina e seca, o que pode levar à relação sexual dolorosa, e o aparelho urinário apresenta dificuldade em reter a urina na bexiga, fazendo com que as idas ao banheiro tornem-se mais freqüentes.

A instabilidade emocional é um dos aspectos mais marcantes desse período, quando sensações de depressão/excitação se revezam com grande facilidade e sem razão aparente, tornando a mulher absolutamente imprevisível, além de gerar profundos sentimentos de inferioridade e rejeição. Todos esses sintomas são provenientes da diminuição da produção de hormônios ovarianos.

A solução é sem dúvida, repor os hormônios que os ovários não produzem mais, na chamada Terapia de Reposição Hormonal - TRH. Ao substituírem os hormônios naturais, os medicamentos da TRH revertem os principais sinais/sintomas climatéricos, reproduzindo, de certa forma, as condições pré-menopausa.

A idéia do climatério foi estabelecida em 1816 por De Gardanne na França. No início do século XX foram feitas as primeiras tentativas de utilização da T.R.H., utilizando extrato ovariano de vaca.Atualmente, nos Estados Unidos e na Europa, não mais que 20% das mulheres que precisariam de hormônio recebem T.R.H. e das que começam a usar, 75% abandonam após o primeiro ano de uso.

A problemática da aceitação à T.R.H. é multifatorial (medo de obesidade e câncer), porém o seu denominador comum é a informação.

O climatério hoje é problema de saúde pública que deve ser encarado prontamente pelo ônus que acarreta à sociedade e o número de doenças registradas nesta etapa que poderiam ser evitadas com o uso adequado de hormônios.

A mulher no climatério não é uma “doente”, nesse período apenas está se ressentindo da falta de alguns hormônios no seu organismo que fizeram parte de sua vida durante muitos anos . No mais, esta mulher atingiu o ápice de sua experiência e maturidade e está apta a ser feliz e fazer os outros felizes,

Dr. Antonio José Chinez Neto

Título de Especialista(TEGO 81/2000)
Aperfeiçoamento no Instituto Palácios – Madri - Espanha
Site Médico

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dependência


O que voce gostaria de saber

descriçao

É uma conduta produzida pelo impulso irresistível de executar uma ação irracional ou contrária à vontade da pessoa que a executa. É uma doença - ou, mais exatamente, uma síndorme - constituída por uma série de sinais e sintomas característicos. Existe dependência a substâncias psicotrópicas ou a atividades ou, inclusive, a relacionamentos. Foram informadas dependências a: Substâncias psicotrópicas, incluindo álcool, nicotina e outras drogas Jogos de azar Comida ou componentes comestíveis tais como o açúcar ou as gorduras Sexo ou atividade sexual Trabalho Relacionamentos interpessoais, principalmente de casais As drogas podem causar dependência psicológica ou dependência psicológica e física.

causas

A origem da dependência decorre de múltiplos fatores: existem fatores biológicos, genéticos, psicológicos e sociais. Os estudos desenvolvidos demonstram que podem existir alterações neuroquímicas nas pessoas dependentes, e que também é possível que existam predisposições biogenéticas para o desenvolvimento da doença. A natureza exata da dependência continua sendo alvo de estudos.

sintomas

Alguns dos sintomas mais característicos da dependência são: Dano ou deterioração progressiva da qualidade de vida da pessoa, em decorrência das conseqüências negativas da conduta dependente. Perda de controle, caracterizada por uma prática compulsiva da conduta dependente. Negação ou auto-engano, apresentados como uma dificuldade para perceber a relação existente entre a conduta dependente e a deterioração pessoal. A continuidade da prática, a pesar dos prejuízos pessoais e familiares decorrentes.

diagnosticos

Geralmente o paciente dependente não percebe que está doente, por conseguinte, a doença é identificada por alguma pessoa próxima a ele, diante da conduta compulsiva.

tratamentos

Os procedimentos a serem aplicados no tratamento do abuso de substâncias dependem do entorpecente utilizado, do padrão de consumo, da disponibilidade de um sistema de apoio psicossocial e das características individuais de cada doente. Em linhas gerais, procura-se alcançar dois objetivos: a abstinência da substância e a obtenção de bem-estar físico, psiquiátrico e psicossocial do doente. Durante os longos períodos de abuso de substâncias, muitas vezes ocorre uma deterioração importante nos sistemas de apoio psicossocial do paciente. Um apoio adequado é de grande utilidade para facilitar a complexa mudança na conduta, necessária para que o dependente abandone o abuso de substâncias. A terapia pode ser ambulatorial ou sob regime de hospitalização. A pesar de que o regime ambulatorial é mais natural, pois o doente não fica isolado, ele pode estar exposto a maior quantidade de tentações, tornando o tratamento mais difícil. Depois de um período inicial de desintoxicação, o paciente deve participar de um programa de reabilitação por um longo período. Durante o tratamento, são de grande utilidade as psicoterapias individuais e familiares.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O que você precisa saber sobre dor nas costas:


Nos dias de hoje a dor nas costas, chamada tecnicamente de lombalgia, é uma das queixas mais comuns da população, e uma das mais ouvidas queixas de dor em consultórios; a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise aguda de dor nas costas (lombalgia aguda) durante sua vida, e que 90% dessas pessoas apresentarão mais de um episódio. As crises de dor nas costas são a causa mais comum de faltas ao trabalho nos países desenvolvidos, provocando, além do problema médico, também um problema econômico.

Até 70% das pessoas com mais de 40 anos apresenta algum problema de coluna, e esse número sobe para 80 a 90% na população acima de 50 anos. O número de pessoas com queixa de lombalgia vem acompanhando o aumento na longevidade da população, a expectativa de vida, que ficava em torno de 60 anos, subiu para 75, a as pessoas estão chegando a idades mais altas com a mente e o coração saudáveis. Cada vez é mais importante pensar em prevenir problemas espinhais, abandonando o hábito de só prestar atenção na coluna quando se sente dor.

O QUE É LOMBALGIA?

Lombalgia significa dor nas costas, e não é um diagnóstico, apenas um sintoma que pode ou não estar relacionado com alguma doença. Lombalgia aguda é aquela presente por menos de 4 a 6 semanas, consistindo de um problema médico comum, na maioria dos casos apenas uma crise de dor em uma pessoa que pode ser considerada sadia. Menos de 1% das pessoas que apresentam lombalgia aguda tem uma doença grave, como um tumor ou infecção. A fonte de dor pode estar nas articulações, discos, vértebras, músculos ou ligamentos, que podem sofrer irritação ou inflamações. A causa precisa da lombalgia aguda pode ser identificada em 20% dos casos. Um traumatismo específico ou uma atividade estenuante podem provocar dor, entretanto, 80% das vezes a causa não é óbvia. Também é bastante reconhecido que a dor pode ser muito influenciada por estresses psicológicos, depressão, e outros fatores não orgânicos.

COMO É UMA CRISE DE LOMBALGIA?

A maioria das pessoas sente dor inicialmente na região lombar, e pode espalhar-se (irradiar) para as nádegas, coxas ou joelhos. Muitas pessoas apresentam também espasmos e contraturas musculares. A dor e desconforto geralmente pioram quando se faz flexão das costas ou carrega pesos. Os sintomas são maiores nas costas do que na perna, quando a dor na perna for mais significativa que a dor lombar, e irradiar-se até abaixo do joelho, o problema costuma ser uma compressão do nervo.

A dor pode ser forte, muitas vezes a pessoa não consegue sair da cama, e piora com os movimentos e sentando, mas geralmente começa a diminuir depois de alguns dias e deve sumir totalmente depois de 4 a 6 semanas.

As características da dor e o exame cuidadoso costumam dar o diagnóstico. Se o quadro de lombalgia aguda for típico, não são necessários exames como radiografias ou tomografia.


QUAL O TRATAMENTO DA CRISE DE LOMBALGIA?

O tratamento mais aceito hoje em dia consiste de repouso limitado, medicação para a dor, e programas de fisioterapia e exercícios.

O repouso no leito é recomendado para casos de dor forte com espasmo da musculatura, mas não deve exceder a 2 ou 3 dias, depois disso, o paciente deve começar a se movimentar. A atividade física precoce promove uma recuperação mais rápida. Quando a dor é pequena ou moderada, é melhor tentar manter todas as atividades normais.

A aplicação de gelo e calor de forma alternada pode ajudar a relaxar os músculos e reduzir a inflamação. Geralmente recomendamos aplicação de compressas quentes por 20 minutos, depois gelo por 20 minutos. Se o paciente achar que um ajuda mais que o outro, então pode usar só o que for melhor. Esse tratamento pode ser repetido 2 ou 3 vezes por dia.

Relaxantes musculares, anti-inflamatórios, e medicação analgésica podem ser utilizados por alguns dias, e as medicações são diminuídas e retiradas conforme a melhora do paciente.

A pessoa é encorajada a retornar ao trabalho e a iniciar atividades físicas controladas o mais breve possível. Assim que a dor aguda passa, o tratamento fica centrado em prevenir que as crises se tornem repetitivas. Ai entram em ação a fisioterapia e os programas de conscientização postural e exercícios.


EXISTEM SINTOMAS QUE PODEM SIGNIFICAR PATOLOGIA MAIS SÉRIA?

Alguns sintomas devem chamar atenção e fazê-lo procurar o médico o mais cedo possível. Veja os 7 sinais de alerta da dor lombar.


QUAL É O PROGNÓSTICO DE UMA LOMBALGIA AGUDA?

O prognóstico costuma ser muito bom. Em 90% dos casos a dor desaparece em até 15 dias, nos outros 10%, os sintomas podem ser mais duradouros, mas a maioria estará bem em até 3 meses. Felizmente, são poucos os casos em que há uma evolução ruim, com cronificação dos sintomas, porém, as crises de lombalgia podem se repetir, sendo importante adotar atitudes saudáveis e entrar num programa regular de exercícios para evitar que isso aconteça.


E QUANDO A DOR NÃO PASSA?

Em certos casos a dor não melhora como esperado, ou as crises começam a repetir-se com freqüência, caracterizando uma lombalgia crônica. Pessoas com dores crônicas costumam ter limitações nas atividades do dia a dia, dificuldades no trabalho, alterações no humor e no sono, e quadros psicológicos depressivos.

Os pacientes com problemas crônicos costumam apresentar alguma alteração estrutural, como uma espondilolistese, um quadro degenerativo, como uma discopatia dolorosa, ou uma patologia músculo-ligamentar, como a fibromialgia (www.fibromialgia.com.br/pacientes/).

Por isso, pacientes com sintomas que não melhoram devem ser encaminhados para investigação mais detalhada.


ESPORTES:

A atividade física sempre é benéfica, mas é importante ter cuidado com as lesões decorrentes do exercício. Você deve aquecer o corpo e alongar a musculatura antes e depois de exercitar-se, e aumentar a atividade gradualmente, conforme tolerar. Os exercícios devem ser acompanhados por um profissional da área. Não há comprovação de que algum esporte seja especialmente melhor que outro, o paciente pode escolher pelo seu gosto pessoal. Os princípios básicos são:

a. Conseguir um bom condicionamento aeróbico, e exercitar-se dentro de suas condições – exercícios como natação, caminhadas e bicicleta trazem condicionamento aeróbico e ativam os grandes grupos musculares do corpo. Esses exercícios devem ser realizados pelo menos 3 vezes por semana, com acompanhamento da freqüência cardíaca. Uma consulta de revisão de sua condição aeróbica inicial é necessária para que se definam os objetivos de condicionamento, a ser alcançados lentamente.

b. Focalizar parte de seu exercício nos grupos musculares que suportam a coluna – o alongamento e fortalecimento da musculatura do abdome, costas, pelve e coxas é muito importante, flexibilidade nestas áreas pode diminuir o risco de novas lesões, e o fortalecimento desses músculos ajuda a distribuir melhor o peso corporal e melhora a postura, diminuindo o estresse sobre a coluna.

c. Evitar exercícios que colocam a coluna sob estresse excessivo – o tipo errado de exercício pode piorar o problema a dor nas costas. Atividades como levantamento de pesos, escaladas e esportes de contato (futebol, basquete, etc.) são desaconselhados. Esportes como o vôlei, ou modalidades aeróbicas de alto impacto, como step e aeroboxe, também são prejudiciais. Nas caminhadas ou corridas é importante usar um tênis adequado. Para pedalar, os modelos ergométricos que permitem a posição deitada ou semi-sentada aliviam a carga sobre a coluna. Exercícios em piscina, como natação e hidroginástica, são seguros e de baixo impacto.


TRABALHO:

A maior preocupação das pessoas é com os trabalhos braçais, que exigem esforço físico, mas os trabalhos de escritório também podem trazer problemas de postura e dores.





Os cuidados maiores ao lidar com pesos devem ser nos movimentos de rotação do corpo, levantamento do peso, e flexão da coluna. No escritório os problemas maiores são a falta de movimentação e as posturas viciosas. É bom levantar e caminhar um pouco sempre que possível, pode-se até guardar alguns objetos longe da mesa de trabalho para ser forçado a fazer isso. Deve-se alongar a coluna e o pescoço algumas vezes, ajustar as cadeiras e mesa de forma a evitar posturas ruins, colocar a tela do computador em uma posição que não obrigue a olhar para baixo.


DORMINDO:

Não há evidências que confirmem a superioridade de algum determinado tipo de colchão sobre os outros, a orientação é usar um colchão ortopédico de qualidade confiável, com densidade adequada para o peso da pessoa, conforme a tabela do fabricante.

Teoricamente, a posição mais adequada para dormir é de lado, com um travesseiro nem muito alto nem muito baixo, de modo que a cabeça fique alinhada com o corpo, e com um pequeno travesseiro entre os joelhos.

A posição de bruços não é adequada, pois costuma forçar a curva lombar e provocar dor. Nos casos em que não se consegue dormir de outra forma, a colocação de uma almofada sob os quadris pode aliviar essa postura.

Com a barriga para cima, deve-se evitar os travesseiros muito altos, que deixam o pescoço muito flexionado, e o uso de uma almofada sob os joelhos pode deixar a coluna com um alinhamento melhor e reduzir a pressão sobre os discos.

Qual é a postura correta para deitar-se?


Durante a noite, é normal mudarmos de posição algumas vezes. Isto acontece espontaneamente, e é saudável, pois ao mudarmos nossa postura ao dormir, diminuímos a pressão sobre a parte do corpo em contato com o colchão ou travesseiro.

Podemos dormir de barriga para cima, ou de lado, ou variando entre as duas posturas. Há dois elementos fundamentais para os quais precisamos prestar atenção ao dormir:

1. A coluna deve estar alinhada.

Isto significa que devemos evitar dormir em "posição fetal", com a coluna curva, e também que o pescoço deve estar alinhado com o resto da coluna. Assim, é importante não dormir com um travesseiro muito alto, quando nos deitamos de barriga para cima, nem com um travesseiro muito baixo, quando nos deitamos de lado.

Ao deitar de lado, é importante também desviar o ombro um pouco para frente ou para trás, impedindo que haja muita compressão sobre o ombro. Dormir de bruços não é uma boa opção: esta postura coloca um estresse muito grande sobre o pescoço e a coluna lombar, e impede um bom alinhamento da coluna.

2. Devemos conseguir relaxar os músculos ao dormir.

Para muitas pessoas que acordam com dor, não é a postura, mas sim a dificuldade em relaxar os músculos que provoca mal-estar. Algumas pessoas mantém os punhos fechados, ou rangem os dentes, e isto dificulta um sono restaurador.

O melhor conselho para esta situação é procurar começara a relaxar algumas horas antes de ir para a cama. Ao deitar-se, é sempre uma boa idéia permanecer alguns minutos com a luz apagada, conscientizando-se sobre a postura do corpo, e procurando soltar os músculos tensos.


Qual é o melhor colchão?

Há dois tipos de colchões: de molas e de espuma. Quando de boa qualidade, ambos os tipos são bons, e a escolha depende de sua preferência pessoal. Os colchões de molas mais modernos são feitos com molas individuais, ensacadas separadamente.

Além disso, tem um enchimento de sisal e revestimento de espuma ou manta acrílica.Os colchões de espumas devem ter um selo de qualidade da associação pró-espuma. São feitos com espumas das seguintes densidades, em kg/m3: 20, 23, 26, 28, 33, 45.

Tanto para os colchões de mola quanto para os de espuma, quanto maior o peso da pessoa, maior deve ser a densidade da espuma (espuma de revestimento, no caso de colchões de molas). Atualmente, há excelentes colchões fabricados no Brasil.

E o melhor travesseiro?

Aqui, também, não há uma resposta única. O travesseiro ideal deve adaptar-se ao seu corpo, e, portanto depende da forma de seu corpo e de suas preferências. Para adaptar-se à forma de sua cabeça, o travesseiro não deve ser muito firme. Também não deve ser muito alto, pois isso impede o bom alinhamento da coluna.

Pessoas mais idosas podem preferir travesseiros mais altos, devido ao aumento da curvatura entre o tronco e o pescoço, enquanto que algumas pessoas jovens podem preferir dormir com travesseiros finos. Algumas pessoas preferem ter dois travesseiros, dependendo da postura em que estão dormindo.

Como deitar-se com dor nas costas?

As pessoas que tem crises de dores nas costas precisam aumentar ainda mais os cuidados na hora de deitar-se. Algumas dicas são:

• Ao deitar-se de barriga para cima, coloque uma almofada em baixo das pernas. Isto relaxa a musculatura e diminui a tensão sobre as vértebras;

• Ao deitar-se de lado, coloque um travesseiro entre as pernas, ou embaixo da perna de cima. Isto ajuda a manter a coluna alinhada;

• Para levantar-se, primeiro deite-se de lado, e então use o próprio corpo como um pêndulo, usando o contrapeso das pernas para elevar o tronco.



Fonte: quiropraxia.org.br

Comer noturno


Diversas causas podem nos levar a comer à noite, à revelia de nossas intenções, sabotando muitas vezes os mais sinceros propósitos de emagrecimento.

O quadro é mais ou menos assim: a pessoa segue uma dieta durante o dia e à noite, geralmente após a última refeição, come compulsivamente, pondo por terra mais uma tentativa. Na manhã seguinte não tem fome, alimenta-se mal, culpa-se, almoça pouco, criando condições para novo episódio noturno.

Em outros casos, a pessoa trabalha ou estuda, ocupa-se durante o dia e à noite, quando relaxa, apresenta o problema.

O comer noturno pode ser uma forma de compulsão alimentar ou um hábito adquirido.
Habitualmente o problema requer assistência psicológica, porém vale tentar algumas dicas:

· Não chegue com fome à noite. Faça as refeições devidas. Não pule refeições, não tente atalhos. Não deixe de comer um bife para depois comer um boi... Antes de mais nada, tenha um plano nutricional correto.

· Procure, dentro das suas possibilidades, fazer suas refeições aproximadamente nos mesmos horários, adequando ao seu estilo de vida, não fazendo intervalos maiores de três ou quatro horas. Você se acostumará a sentir fome nestes horários.

· Procure prever o que você irá comer. O aumento de previsibilidade fará com que você tenha melhores condições de controle.

· Cuidado como tudo ou nada. É pior a sensação de falta de controle do que a falta de controle propriamente dita. Se você errou ou acha que errou não pense que "perdido por um perdido por dez". Um bombom não deve levá-lo à caixa inteira.

· Se você sente dificuldade em ter o dia como unidade, se um deslize de manhã o leva a comer o dia todo e inclusive à noite, pegue períodos menores como unidade. Ex: período da manhã, tarde e noite.

· Um erro muito freqüente de quem come compulsivamente à noite é "guardar" as calorias para prevenir-se. Passa fome durante o dia e come muito à noite. Na realidade, criou condições para que o comer noturno ocorresse. A melhor maneira de não comer em demasia à noite, é comer bem durante o dia.

- Anote o que você come, as situações em que isso ocorre, as emoções, sentimentos e pensamentos que ocorrem imediatamente antes de apresentar esse comportamento. A monitoração por si só é a primeira forma de autocontrole! Estudos mostram que você comerá de 10 a 20% menos, simplesmente por efetuarem estas anotações!Alem disso, através da monitoração, você identificará os estímulos fora a fome, que o levam a comer à noite.

· Faça exercícios físicos. A atividade física relaxa, baixa a tensão e é poderoso agente anti stress.

· Procure desenvolver alguma forma de relaxamento. Você poderá, inclusive, utilizá-la aos primeiros sinais de impulso de comer.

· Inclua o prazer em sua vida. Suas noites podem estar muito monótonas. Não confunda descansar com "não fazer nada", se isto é monótono para você. Pense num "descanso ativo", o nde você faz algo que lhe de prazer, desvinculado de qualquer responsabilidade ou até de finalidade. Simplesmente divirta-se.

· Quando chegar em casa, "desligue a chave geral". Deixe seus problemas de trabalho...no trabalho. Verifique que suas preocupações, em sua grande maioria, referem-se a coisas que não pode resolver no momento e, muitas vezes, com coisas que jamais acontecerão. Não acontecem, mas a preocupação gera ansiedade e stress e daí para a comida...

· Procure não ter em casa alimentos que você considere de risco. Se isso não for possível, tenha, também, alimentos diets e lights, para ter opções mais magras.

· Desenvolva atividades prazerosas, que possam ser evocadas ao primeiro sinal interno de impulso de comer. Na hora do perigo utilize-as. De uma caminhada, faça algum trabalho manual, visite um amigo, telefone para alguém, digite um trabalho no computador. Algo que o faça "esquecer da vida" e da ...comida...

· Poderoso enfraquecedor de um impulso é o decurso de tempo. Se você tiver impulso de comer e estiver preso numa sala pelo tempo suficiente, verificará que sua ansiedade aumenta no início, mas chega num patamar e depois declina. A "vontade passa"! Ai você irá sentir-se uma vitoriosa!!!

· Não existem alimentos proibidos. Se você quiser comer chocolate tudo bem. Mas não o tenha em casa. Vá a um local e compre uma unidade pequena. Leve-a para casa, anote em seu diário e espere 5 ou 10 minutos. Depois saboreie lentamente.

· Treine comer devagar. Coma o mais lentamente possível. Este é uma comportamento fácil de fácil de falar, mas difícil de fazer...é necessário treinamento!!

· Fique atento para alguns comportamentos ou hábitos associados aleatoriamente. Exemplo, comer diante da televisão, comer pipoca quando vai ao cinema, e outros.

· Concentre-se no que come ! Coma "com todos os sentidos" ! Sinta o aroma, a temperatura do alimento, a textura! Faça como um provador de vinho! SABOREIE !

· Autocontrole quer dizer ADIAMENTO DA GRATIFICAÇÃO. Abrir mão de uma recompensa imediata e discutível, a comida, e concentrar-se em outra, o emagrecimento.

· Faça do alimento um prazer e não O prazer! A noite tem outros atrativos!

· Os casos que resistem a meras intervenções deste tipo, devem ser tratados com psicoterapia! O tratamento de escolha para a compulsão noturna é a PSICOTERAPIA COMPORTAMENTAL E COGNITIVA.

· Compulsão não resolvida inviabiliza quaisquer tentativas de emagrecimento.


Fonte: www.psicobesidade.com.br