sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Abandone lights e diets na gravidez
“As piores opções para a gestante são adoçantes artificiais à base de sacarina e ciclamato de sódio. São populares, têm preço baixo, mas apresentam risco. A maioria dos adoçantes possui sódio - o que é um grande problema para quem tem pressão alta - e mesmo para gestantes que não tinham pressão alta antes da gravidez, pois algumas podem desenvolver hipertensão”.
Fonte: http://bebe.abril.com.br
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Reações alérgicas
Definição
Reações alérgicas são sensibilidades a substâncias, chamadas alérgenos, que entram em contato com a pele, o nariz, os olhos, o trato respiratório e o trato gastrointestinal. Elas podem ser inaladas para dentro dos pulmões, engolidas ou injetadas.
Considerações
Reações alérgicas são comuns. A resposta imunológica que causa uma reação alérgica é semelhante à resposta que causa febre do feno. A maioria das reações acontece logo depois do contato com um alérgeno.
Reações alérgicas
Muitas reações alérgicas são brandas, enquanto outras podem ser graves e colocar a vida em risco. Elas podem ficar confinadas em uma pequena área do corpo ou podem afetar o corpo inteiro.
A forma mais grave é chamada anafilaxia ou choque anafilático. Reações alérgicas ocorrem mais frequentemente em pessoas que têm um histórico familiar de alergias.
Uma reação alérgica pode ser provocada pelo contato da pele com plantas venenosas, produtos químicos e arranhões de animais, bem como picadas de insetos.
A ingestão ou inalação de substâncias como pólen, escamas de pele animal, mofos e bolores, poeira, nozes e mariscos também podem causar reações alérgicas. Medicamentos como penicilina e outros antibióticos também devem ser tomados com cuidado para garantir que não seja acionado um reflexo alérgico
Embora a exposição pela primeira vez possa produzir apenas uma reação branda, exposições repetidas podem levar a reações mais graves. Uma vez que uma pessoa tenha tido uma exposição ou uma reação alérgica (está sensibilizada), mesmo uma exposição muito limitada a uma quantidade muito pequena de alérgeno pode desencadear uma reação grave.
A maioria das reações alérgicas graves ocorre dentro de segundos ou minutos após a exposição a um alérgeno. No entanto, algumas reações podem ocorrer após várias horas, especialmente se o alérgeno causar uma reação após ter sido ingerido. Em casos muito raros, as reações se desenvolvem após 24 horas.
Anafilaxia é uma reação alérgica repentina e grave que ocorre minutos após a exposição. A atenção médica imediata é necessária para essa condição. Sem tratamento, a anafilaxia pode piorar muito rapidamente e levar à morte em 15 minutos.
Causas
Alérgenos comuns incluem:
Caspa de animais
Picadas de abelhas ou de outros insetos
Alimentos, especialmente nozes, peixes e mariscos
Mordidas de insetos
Medicamentos
Plantas
Pólen
Sintomas
Dermografismo: condição em que coçar levemente a pele levanta pústulas ou vergões. Os pequenos vasos sanguíneos (capilares) dilatam-se, produzindo vermelhidão e inchaço
Sintomas comuns de uma reação alérgica branda incluem:
Urticária (especialmente no pescoço e rosto)
Coceira
Congestão nasal
Erupções cutâneas
Olhos vermelhos e lacrimejantes
Os sintomas de uma reação moderada ou grave incluem:
Cólicas ou dores abdominais
Desconforto ou aperto no peito
Diarreia
Dificuldade para respirar
Dificuldade para deglutir
Vertigem ou sensação de desfalecimento
Medo ou sensação de apreensão ou ansiedade
Rubor ou vermelhidão do rosto
Náusea e vômito
Palpitações
Inchaço do rosto, olhos ou língua
Fraqueza
Respiração com dificuldade ou ruidosa
Inconsciência
Prurido (urticária) no braço
A urticária é caracterizada por lesões vermelhas, em relevo e com prurido que são vistas no braço. A maioria das urticárias se desenvolve como resultado de reações alérgicas.
Ocasionalmente, podem estar associadas a doenças autoimunes, infecções (parasitose), drogas, malignidade ou outras causas.
Primeiros socorros
Para uma reação branda a moderada:
Acalme e tranquilize a pessoa que tem a reação, já que a ansiedade pode piorar os sintomas.
Tente identificar o alérgeno e fazer com que a pessoa evite contato adicional com este. Se a reação alérgica for de uma picada de abelha, raspe o ferrão da pele com algo firme (como a unha ou um cartão de crédito plástico). Não use pinças; espremer o ferrão liberará mais veneno.
Se a pessoa desenvolver uma erupção com prurido, aplique compressas frias e creme de hidrocortisona vendido sem receita.
Observe se a pessoa apresenta sinais de aumento da aflição.
Obtenha ajuda médica. Para uma reação branda, um médico pode recomendar medicamentos vendidos sem receita (como anti-histamínicos).
Para uma reação alérgica grave (anafilaxia):
Verifique as vias respiratórias, a respiração e a circulação da pessoa. Um sinal de aviso de inchaço perigoso da garganta é uma voz muito rouca ou sussurrada, ou sons roucos quando a pessoa está inspirando ar. Se necessário, comece a respiração artificial e a reanimação cardiopulmonar.
Ligue para 192.
Acalme e tranquilize a pessoa.
Se a reação alérgica for de uma picada de abelha, raspe o ferrão da pele com algo firme (como a unha ou um cartão de crédito plástico). Não use pinças -- espremer o ferrão liberará mais veneno.
Se a pessoa tiver medicamento contra alergia de emergência em mãos, ajude a pessoa a tomar ou injetar o medicamento. Evite medicamento oral se a pessoa estiver tendo dificuldade para respirar.
Tome providências para impedir o choque. Coloque a pessoa deitada, levante os pés dela a aproximadamente 30 cm e a cubra com um casaco ou cobertor. NÃO coloque a pessoa nesta posição se houver suspeita de lesão na cabeça, no pescoço, nas costas ou na perna ou se isso causar desconforto.
Não
NÃO suponha que qualquer injeção contra alergia que a pessoa já tenha recebido oferecerá proteção completa.
NÃO coloque travesseiro sob a cabeça da pessoa se ela estiver tendo dificuldade para respirar. Isso pode bloquear as vias respiratórias.
NÃO dê à pessoa qualquer coisa pela boca se ela estiver tendo dificuldade para respirar.
Veja outras orientações no Guia de Primeiros Socorros do iG Saúde
Ligue imediatamente para a assistência médica de emergência, caso:
A pessoa esteja tendo uma reação alérgica grave -- sempre ligue para 192. Não espere para ver se a reação está piorando.
A pessoa tenha um histórico de reações alérgicas graves (verifique se há uma etiqueta de identificação médica)
Prevenção
Evite desencadeadores como alimentos (veja alergia a alimentos) e medicamentos que causaram uma reação alérgica (mesmo branda) no passado. Faça perguntas detalhadas sobre ingredientes quando estiver comendo fora de casa. Examine cuidadosamente os rótulos de ingredientes.
Se você tiver um filho alérgico a determinados alimentos, introduza um novo alimento de cada vez em pequenas quantidades para que você possa reconhecer uma reação alérgica.
As pessoas que sabem que já tiveram reações alérgicas graves devem usar uma etiqueta de identificação médica.
Se você tiver um histórico de reações alérgicas graves, tenha consigo medicamentos de emergência (como uma forma mastigável de difenidramina e epinefrina injetável ou kit para picada de abelha) de acordo com as instruções do seu médico.
Não use sua epinefrina injetável em outra pessoa. Elas podem ter uma condição (como um problema cardíaco) que pode ser afetada negativamente por esse medicamento.
Referências
Schwartz LB. Systemic anaphylaxis, food allergy, and insect sting allergy. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 274.
Wasserman SI. Approach to the person with allergic or immunologic disease. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 270.
Fonte: http://saude.ig.com.br
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Quimioterapia, uma alternativa para vários tipos de câncer
A primeira observação de que alguns medicamentos ou produtos químicos poderiam atuar em tumores aconteceu na Segunda Guerra Mundial.
Após vazamento de gás mostarda (arma química), pessoas com tumores que ficaram expostas ao gás tiveram redução nesses tumores.
Sendo assim, a quimioterapia é um tratamento que utiliza medicações específicas, as quais têm propriedade de atuar inativando ou destruindo as células tumorais.
A inserção dos medicamentos quimioterápicos na estratégia de tratamento do câncer pode ser feita de várias formas.
Em casos de tumores grandes, que não podem ser retirados com cirurgia, a quimioterapia pode ser utilizada para reduzi-los, a fim de serem operados posteriormente.
Depois da retirada cirúrgica de um tumor, a quimioterapia pode ser útil para eliminar células "escondidas" em outros órgãos e que não podem ser detectadas através dos exames habituais.
Também pode ser feito o tratamento quimioterápico exclusivo e isolado, como é o caso das leucemias e linfomas, que são tumores com grande potencial de cura.
O ideal é tratar o câncer no estágio inicial, mas a quimioterapia pode ajudar mesmo quando a doença já está em um estágio mais avançado.
Graças a esse método, mais da metade dos casos de câncer já tem cura.
A quimioterapia deve ser orientada por profissionais qualificados na área de oncologia clínica, e os medicamentos devem ser preparados e manipulados sob critérios rigorosos de controle de qualidade.
As sessões são feitas, geralmente, em regime ambulatorial, e em raras situações é necessário o internamento do paciente.
O tratamento quimioterápico deve ser planejado, entre outros aspectos, de acordo com o tipo de tumor e a extensão da doença.
As infusões poderão ser diárias, semanais ou mensais, obedecendo aos intervalos programados pelo médico.
A duração depende, entre outras coisas, da resposta do tumor às drogas utilizadas. O paciente pode receber a medicação por via endovenosa (na veia), intramuscular (dentro do músculo), subcutânea (na região acima do músculo) ou oral.
Atualmente, quimioterápicos mais ativos e menos tóxicos encontram-se disponíveis para uso na prática clínica, mas o tratamento deve ser bem orientado pelos médicos.
Como qualquer outro medicamento ou procedimento médico, esse tratamento pode trazer efeitos colaterais graves.
Isso acontece porque as drogas atuam em todos os locais do corpo, atingindo tanto as células tumorais quanto as normais, o que pode provocar efeitos colaterais como náuseas, vômitos, queda de cabelo, entre outros.
A ocorrência desses efeitos depende dos tipos de medicamentos prescritos e do próprio organismo da pessoa.
A novidade, nos dias de hoje, é o tratamento direcionado, em que os remédios só atuam na célula cancerígena, o que reduz significativamente a toxicidade.
Fonte: saudenainternet.com.br
Combatendo os piolhos naturalmente
Quem tem filho pequeno em idade escolar já sabe: é importante sempre ficar de olho nas cabeleiras dos filhotes.
Caso o piolho já tenha se instalado, utilize uma receita natural e transmitida de mãe pra filha ao longo das gerações.
Segundo o Farmacêutico e Bioquímico, Dr. Marcos Stern, o combate natural ao Piolho pode ser realizado com Vinagre de Maça: para desgrudar as lendias dos fios de cabelo, pode-se passar o vinagre quase puro.
Em seguida basta passar um "pente fino" para eliminá-las.
Fonte:.saudenainternet.com.br
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
AVC: 90% dos riscos vêm de apenas 10 causas
Pesquisa em 22 países mostrou que hipertensão é líder absoluta entre elas
Um estudo internacional constatou que apenas 10 fatores de risco são responsáveis por 90% do risco de acidente vascular cerebral (AVC), sendo a hipertensão o fator de risco mais potente para a ocorrência do problema.
Dessa lista, cinco fatores normalmente ligados ao estilo de vida – pressão alta, fumo, gordura abdominal, dieta e inatividade física – são responsáveis por 80% do risco de AVC, disseram os pesquisadores.
As conclusões são do estudo “Interstroke”, feito com 3 mil pessoas que tiveram AVCs e um número igual de indivíduos sem histórico do problema em 22 países. A pesquisa foi publicada hoje no jornal The Lancet. O estudo, que também foi apresentado no Congresso Mundial de Cardiologia em Pequim, China, atesta que os 10 fatores significantemente associados com o risco de AVC são: hipertensão, fumo, inatividade física, gordura abdominal, dieta rica em gorduras, diabetes, consumo de álcool, estresse, depressão e problemas cardíacos. Dentre estes, pressão alta foi o mais importante, responsável por um terço de todo o risco de AVC.
“É importante ressaltar que a maior parte dos fatores de risco associados aos acidentes vasculares cerebrais é modificável” disse Martin J. O’Donnell, professor associado de medicina na Universidade McMaster, do Canadá, e um dos autores da pesquisa. “Se eles são controláveis, isso pode ter um impacto considerável na incidência de AVCs”.
Controlar a pressão sanguínea é importante, disse o médico, pois ela exerce um papel importante nas duas formas de acidente vascular cerebral: o isquêmico – causado pelo bloqueio de algum vaso sanguíneo – e o hemorrágico, no qual um vaso cerebral se rompe. Já os altos níveis de colesterol na corrente sanguínea são importantes no aumento do risco de AVC isquêmico e não hemorrágico, esclarece o especialista.
“A coisa mais importante da hipertensão é o fato dela ser controlável. A pressão sanguínea é relativamente fácil de ser medida e existem hoje vários tratamentos para essa condição. Alterações no estilo de vida para controlar a pressão incluem a redução do consumo de sal e adoção ou aumento da atividade física” disse O’Donnell.
O médico acrescentou que os outros fatores de risco que estão entre os “top 5” na ocorrência de AVCs – fumo, gordura abdominal, alimentação rica em gorduras e pobre em fibras e inatividade física – também são modificáveis. Alimentação rica em frutas e peixes, por exemplo, foi associada a um baixo risco de AVC, de acordo com o estudo.
Os pesquisadores apontaram ainda algumas potenciais limitações do estudo, incluindo o tamanho da amostra, que eles mesmos classificaram como “talvez inadequada para prover informações confiáveis” sobre a importância de cada fator de risco em diferentes regiões e grupos étnicos do planeta.
Muitos dos mesmos fatores de risco já aparecerem em outros estudos, mas este foi o primeiro estudo sobre o risco para AVC a incluir participantes de baixa e média renda de países em desenvolvimento e a incluir uma tomografia computadorizada de todos os participantes que eram sobreviventes de AVCs, disseram os pesquisadores.
Segunda fase
Os países participantes do estudo foram Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Croácia, Dinamarca, Equador, Alemanha, Índia, Irã, Malásia, Moçambique, Nigéria, Peru, Filipinas, Polônia, África do Sul, Sudão e Uganda.
O estudo “Interstroke” confirmou que a hipertensão “é a principal causa de AVC em países em desenvolvimento”, assim como em nações desenvolvidas, escreveu Jack V. Tu, da Universidade de Toronto, no Canadá, em um editorial que acompanha a pesquisa divulgada no Lancet. Ele acrescentou que o estudo evidenciou a necessidade das autoridades dos países participantes de desenvolver estratégias para reduzir a hipertensão e outros fatores de risco.
Uma segunda fase do estudo está em andamento. Nela, os pesquisadores estão estudando a importância dos fatores de risco para o AVC isquêmico em diferentes regiões e grupos étnicos. Eles também estudam a associação entre a genética e o risco de AVC. O plano é recrutar 20 mil voluntários.
Para Larry B. Goldstein, diretor de um centro especializado em AVC, ligado à Universidade de Duke, nos Estados Unidos, o estudo destacou ainda mais o que já se sabia sobre os riscos para o problema.
“Em resumo, agora sabe-se que os riscos são bastante semelhantes tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Os resultados reiteram a importância de darmos atenção à influência do estilo de vida no risco para o AVC” disse.
Fonte: saude.ig.com.b
Um estudo internacional constatou que apenas 10 fatores de risco são responsáveis por 90% do risco de acidente vascular cerebral (AVC), sendo a hipertensão o fator de risco mais potente para a ocorrência do problema.
Dessa lista, cinco fatores normalmente ligados ao estilo de vida – pressão alta, fumo, gordura abdominal, dieta e inatividade física – são responsáveis por 80% do risco de AVC, disseram os pesquisadores.
As conclusões são do estudo “Interstroke”, feito com 3 mil pessoas que tiveram AVCs e um número igual de indivíduos sem histórico do problema em 22 países. A pesquisa foi publicada hoje no jornal The Lancet. O estudo, que também foi apresentado no Congresso Mundial de Cardiologia em Pequim, China, atesta que os 10 fatores significantemente associados com o risco de AVC são: hipertensão, fumo, inatividade física, gordura abdominal, dieta rica em gorduras, diabetes, consumo de álcool, estresse, depressão e problemas cardíacos. Dentre estes, pressão alta foi o mais importante, responsável por um terço de todo o risco de AVC.
“É importante ressaltar que a maior parte dos fatores de risco associados aos acidentes vasculares cerebrais é modificável” disse Martin J. O’Donnell, professor associado de medicina na Universidade McMaster, do Canadá, e um dos autores da pesquisa. “Se eles são controláveis, isso pode ter um impacto considerável na incidência de AVCs”.
Controlar a pressão sanguínea é importante, disse o médico, pois ela exerce um papel importante nas duas formas de acidente vascular cerebral: o isquêmico – causado pelo bloqueio de algum vaso sanguíneo – e o hemorrágico, no qual um vaso cerebral se rompe. Já os altos níveis de colesterol na corrente sanguínea são importantes no aumento do risco de AVC isquêmico e não hemorrágico, esclarece o especialista.
“A coisa mais importante da hipertensão é o fato dela ser controlável. A pressão sanguínea é relativamente fácil de ser medida e existem hoje vários tratamentos para essa condição. Alterações no estilo de vida para controlar a pressão incluem a redução do consumo de sal e adoção ou aumento da atividade física” disse O’Donnell.
O médico acrescentou que os outros fatores de risco que estão entre os “top 5” na ocorrência de AVCs – fumo, gordura abdominal, alimentação rica em gorduras e pobre em fibras e inatividade física – também são modificáveis. Alimentação rica em frutas e peixes, por exemplo, foi associada a um baixo risco de AVC, de acordo com o estudo.
Os pesquisadores apontaram ainda algumas potenciais limitações do estudo, incluindo o tamanho da amostra, que eles mesmos classificaram como “talvez inadequada para prover informações confiáveis” sobre a importância de cada fator de risco em diferentes regiões e grupos étnicos do planeta.
Muitos dos mesmos fatores de risco já aparecerem em outros estudos, mas este foi o primeiro estudo sobre o risco para AVC a incluir participantes de baixa e média renda de países em desenvolvimento e a incluir uma tomografia computadorizada de todos os participantes que eram sobreviventes de AVCs, disseram os pesquisadores.
Segunda fase
Os países participantes do estudo foram Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Croácia, Dinamarca, Equador, Alemanha, Índia, Irã, Malásia, Moçambique, Nigéria, Peru, Filipinas, Polônia, África do Sul, Sudão e Uganda.
O estudo “Interstroke” confirmou que a hipertensão “é a principal causa de AVC em países em desenvolvimento”, assim como em nações desenvolvidas, escreveu Jack V. Tu, da Universidade de Toronto, no Canadá, em um editorial que acompanha a pesquisa divulgada no Lancet. Ele acrescentou que o estudo evidenciou a necessidade das autoridades dos países participantes de desenvolver estratégias para reduzir a hipertensão e outros fatores de risco.
Uma segunda fase do estudo está em andamento. Nela, os pesquisadores estão estudando a importância dos fatores de risco para o AVC isquêmico em diferentes regiões e grupos étnicos. Eles também estudam a associação entre a genética e o risco de AVC. O plano é recrutar 20 mil voluntários.
Para Larry B. Goldstein, diretor de um centro especializado em AVC, ligado à Universidade de Duke, nos Estados Unidos, o estudo destacou ainda mais o que já se sabia sobre os riscos para o problema.
“Em resumo, agora sabe-se que os riscos são bastante semelhantes tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Os resultados reiteram a importância de darmos atenção à influência do estilo de vida no risco para o AVC” disse.
Fonte: saude.ig.com.b
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
TRANSTORNOS MENTAIS EM IDOSOS
A velhice é um período normal do ciclo vital caracterizado por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas. É importante fazer essa consideração pois algumas alterações nesses aspectos não caracterizam necessariamente uma doença. Em contrapartida, há alguns transtornos que são mais comuns em idosos como transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por uso de álcool. Além disso, os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas psiquiátricos induzidos por medicamentos.
Muitos transtornos mentais em idosos podem ser evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Conseqüentemente, uma avaliação médica se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso.
Diversos fatores psicossociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais.
Esses fatores de risco incluem:
Perda de papéis sociais
Perda da autonomia
Morte de amigos e parentes
Saúde em declínio
Isolamento social
Restrições financeiras
Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica, com prejuízo na memória).
TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS MAIS COMUNS EM IDOSOS
Demência
Demência tipo Alzheimer
Demência vascular
Esquizofrenia
Transtornos depressivos
Transtorno bipolar (do humor)
Transtorno delirante
Transtornos de ansiedade
Transtornos somatoformes
Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
DEMÊNCIA
Demência é um comprometimento cognitivo geralmente progressivo e irreversível. As funções mentais anteriormente adquiridas são gradualmente perdidas. Com o aumento da idade a demência torna-se mais freqüente. Acomete 5 a 15% das pessoas com mais de 65 anos e aumenta para 20% nas pessoas com mais de 80 anos.
Os fatores de risco conhecidos para a demência são: Idade avançada História de demência na família Sexo feminino
Os sintomas incluem alterações na memória, na linguagem, na capacidade de orientar-se. Há perturbações comportamentais como agitação, inquietação, andar a esmo, raiva, violência, gritos, desinibição sexual e social, impulsividade, alterações do sono, pensamento ilógico e alucinações.
As causas de demência incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Na maioria das vezes as demências são causadas por doenças degenerativas primárias do sistema nervoso central (SNC) e por doença vascular. Cerca de 10 a 15% dos pacientes com sintomas de demência apresentam condições tratáveis como doenças sistêmicas (doenças cardíacas, renais, endócrinas), deficiências vitamínicas, uso de medicamentos e outras doenças psiquiátricas (depressão).
As demências são classificadas em vários tipos de acordo com o quadro clínico, entretanto as mais comuns são demência tipo Alzheimer e demência vascular.
DEMÊNCIA TIPO ALZHEIMER
De todos os pacientes com demência, 50 a 60% têm demência tipo Alzheimer, o tipo mais comum de demência. É mais freqüente em mulheres que em homens. É caracterizada por um início gradual e pelo declínio progressivo das funções cognitivas. A memória é a função cognitiva mais afetada, mas a linguagem e noção de orientação do indivíduo também são afetadas. Inicialmente, a pessoa pode apresentar uma incapacidade para aprender e evocar novas informações.
As alterações do comportamento envolvem depressão, obsessão (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e desconfianças, surtos de raiva com risco de atos violentos. A desorientação leva a pessoa a andar sem rumo podendo ser encontrada longe de casa em uma condição de total confusão. Aparecem também alterações neurológicas como problemas na marcha, na fala, no desempenhar uma função motora e na compreensão do que lhe é falado.
O diagnóstico é de exclusão, isto é, só pode ser feito quando não se encontra nenhuma outra causa. A rigor, tal diagnóstico só é realizado pós-morten, através de biópsia cerebral, na qual aparecem alguns sinais característicos e exclusivos da doença. A história do paciente e exame clínico, além das técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis no diagnóstico clínico.
O diagnóstico é feito com base na história do paciente e do exame clínico. As técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis.
O tratamento é paliativo e as medicações podem ser úteis para o manejo da agitação e das perturbações comportamentais. Não há prevenção ou cura conhecidas.
DEMÊNCIA VASCULAR
É o segundo tipo mais comum de demência. Apresenta as mesmas características da demência tipo Alzheimer mas com um início abrupto e um curso gradualmente deteriorante. Pode ser prevenida através da redução de fatores de risco como hipertensão, diabete, tabagismo e arritmias. O diagnóstico pode ser confirmado por técnicas de imagem cerebral e fluxo sangüíneo cerebral.
ESQUIZOFRENIA (ESQUIZOFRENIA E OUTRAS PSICOSES)
Essa doença começa no final da adolescência ou idade adulta jovem e persiste por toda a vida. Cerca de 20% das pessoas com esquizofrenia não apresentam sintomas ativos aos 65 anos; 80% mostram graus variados de comprometimento. A doença torna-se menos acentuada à medida que o paciente envelhece.
Os sintomas incluem retraimento social, comportamento excêntrico, pensamento ilógico, alucinações e afeto rígido. Os idosos com esquizofrenia respondem bem ao tratamento com drogas antipsicóticas que devem ser administradas pelo médico com cautela.
TRANSTORNOS DEPRESSIVOS
A idade avançada não é um fator de risco para o desenvolvimento de depressão, mas ser viúvo ou viúva e ter uma doença crônica estão associados com vulnerabilidade aos transtornos depressivos. A depressão que inicia nessa faixa etária é caracterizada por vários episódios repetidos.
Os sintomas incluem redução da energia e concentração, problemas com o sono especialmente despertar precoce pela manhã e múltiplos despertares, diminuição do apetite, perda de peso e queixas somáticas (como dores pelo corpo). Um aspecto importante no quadro de pessoas idosas é a ênfase aumentada sobre as queixas somáticas.
Pode haver dificuldades de memória em idosos deprimidos que é chamado de síndrome demencial da depressão que pode ser confundida com a verdadeira demência. Além disso, a depressão pode estar associada com uma doença física e com uso de medicamentos.
TRANSTORNO BIPOLAR (TRANSTORNOS DO HUMOR)
Os sintomas da mania em idosos são semelhantes àqueles de adultos mais jovens e incluem euforia, humor expansivo e irritável, necessidade de sono diminuída, fácil distração, impulsividade e, freqüentemente, consumo excessivo de álcool. Pode haver um comportamento hostil e desconfiado. Quando um primeiro episódio de comportamento maníaco ocorre após os 65 anos, deve-se alertar para uma causa orgânica associada. O tratamento deve ser feito com medicação cuidadosamente controlada pelo médico.
TRANSTORNO DELIRANTE
A idade de início ocorre por volta da meia-idade mas pode ocorrer em idosos. Os sintomas são alterações do pensamento mais comumente de natureza persecutória (os pacientes crêem que estão sendo espionados, seguidos, envenenados ou de algum modo assediados). Podem tornar-se violentos contra seus supostos perseguidores, trancarem-se em seus aposentos e viverem em reclusão. A natureza dos pensamentos pode ser em relação ao corpo, como acreditar ter uma doença fatal (hipocondria).
Ocorre sob estresse físico ou psicológico em indivíduos vulneráveis e pode ser precipitado pela morte do cônjuge, perda do emprego, aposentadoria, isolamento social, circunstâncias financeiras adversas, doenças médicas que debilitam ou por cirurgia, comprometimento visual e surdez.
As alterações do pensamento podem acompanhar outras doenças psiquiátricas que devem ser descartadas como demência tipo Alzheimer, transtornos por uso de álcool, esquizofrenia, transtornos depressivos e transtorno bipolar. Além disso, podem ser secundárias ao uso de medicamentos ou sinais precoces de um tumor cerebral.
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
Incluem transtornos de pânico, fobias, TOC, ansiedade generalizada, de estresse agudo e de estresse pós-traumático. Desses, os mais comuns são as fobias.
Os transtornos de ansiedade começam no início ou no período intermediário da idade adulta, mas alguns aparecem pela primeira vez após os 60 anos.
As características são as mesmas das descritas em transtornos de ansiedade em outras faixas etárias.
Em idosos a fragilidade do sistema nervoso autônomo pode explicar o desenvolvimento de ansiedade após um estressor importante. O transtorno de estresse pós-traumático freqüentemente é mais severo nos idosos que em indivíduos mais jovens em vista da debilidade física concomitante nos idosos.
As obsessões (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e compulsões (comportamento consciente e repetitivo como contar, verificar ou evitar ou um pensamento que serve para anular uma obsessão) podem aparecer pela primeira vez em idosos, embora geralmente seja possível encontrar esses sintomas em pessoas que eram mais organizadas, perfeccionistas, pontuais e parcimoniosas. Tornam-se excessivos em seu desejo por organização, rituais e necessidade excessiva de manter rotinas. Podem ter compulsões para verificar as coisas repetidamente, tornando-se geralmente inflexíveis e rígidos.
TRANSTORNOS SOMATOFORMES
São um grupo de transtornos que incluem sintomas físicos (por exemplo dores, náuseas e tonturas) para os quais não pode ser encontrada uma explicação médica adequada e que são suficientemente sérios para causarem um sofrimento emocional ou prejuízo significativo à capacidade do paciente para funcionar em papéis sociais e ocupacionais. Nesses transtornos, os fatores psicológicos são grandes contribuidores para o início, a severidade e a duração dos sintomas. Não são resultado de simulação consciente.
A hipocondria é comum em pacientes com mais de 60 anos, embora o seja mais freqüente entre 40 e 50 anos. Exames físicos repetidos são úteis para garantirem aos pacientes que eles não têm uma doença fatal. A queixa é real, a dor é verdadeira e percebida como tal pelo paciente. Ao tratamento, deve-se dar um enfoque psicológico ou farmacológico.
TRANSTORNOS POR USO DE ÁLCOOL E OUTRAS SUBSTÂNCIAS
Os pacientes idosos podem iniciar um quadro de dependência à uma droga ou um remédio, devido à automedicação. Por exemplo, um senhor que torna um hábito beber uma dose de álcool todos os dias para relaxar, ou então uma senhora que ao passar por uma situação de maior ansiedade, como a perda ou morte de algum conhecido ou familiar, inicia o uso de medicamentos sedativos a fim de não se sentir tão mal.
A dependência de álcool, geralmente, apresenta uma história de consumo excessivo que começou na idade adulta e frequentemente está associada a uma doença médica, principalmente doença hepática. Além disso, a dependência ao álcool está claramente associada a uma maior incidência de quadros demenciais.
A dependência de substâncias como hipnóticos, ansiolíticos e narcóticos é comum. Os pacientes idosos podem abusar de ansiolíticos para o alívio da ansiedade crônica ou para garantirem uma noite de sono. A apresentação clínica é variada e inclui quedas, confusão mental, fraca higiene pessoal, depressão e desnutrição.
Uma particularidade de tais dependências nesses pacientes é que tanto os medicamentos sedativos quanto o álcool estão relacionados com maior número de quedas e fraturas, o que reduz significativamente a expectativa de vida do idoso após o incidente.
Fonte: abcdasaude.com.br
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Vergonhosa
A covardia que fez a Rede Globo e o tal do COREN fizeram com o Abrigo do Cristo Redentor nesse domingo no fantástico. Uma matéria unilateral onde foi exposta uma pseudo realidade, que em nada tem haver com verdade do Abrigo onde seus residentes, que recebem da instituição o melhor tratamento possível que pode ser dado a um ser humano com muito carinho e dignidade. Os autores dessa matéria são covardes e sem nenhum senso de humanidade pois colocaram em risco (sem sucesso) uma instituíção integra, podendo inclusive prejudicar inocentes que tanto já fizezam por nós "os idosos". Que têm no abrigo o sentido que a muito perderam o de um lar...
Fica aqui meu protesto.
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