terça-feira, 20 de março de 2012

Varizes



O que são varizes?

Elas podem se apresentar em diversas formas: apenas como pequenas linhas avermelhadas, azuladas ou na forma de nódulos escuros que saltam na pele. Em qualquer um dos casos, indicam problemas na circulação sangüínea e devem ser tratadas. O doutor Edson explica que as mulheres são mais propensas a desenvolver varizes do que os homens, numa proporção de um homem para cada quatro mulheres. Acredita-se que isto seja devido à influência dos hormônios sexuais femininos, mas os fatores genéticos também são muito importantes, assim como os hábitos e a saúde da paciente (a pílula anticoncepcional o salto alto, por exemplo, podem agravar o problema).


Saiba como prevenir as varizes

Como em quase tudo o que acontece de desagradável com o nosso corpo, a prevenção das varizes passa pelo estabelecimento de hábitos saudáveis como práticar exercícios regularmente, ter uma alimentação saudável, não fumar e evitar o estresse. Como observa o angiologista Edson Amaro Neves, embora os fatores genéticos não possam ser ignorados, hábitos saudáveis previnem e ajudam a curar varizes.


Mas existem alguns cuidados extras que podem ser tomados. Veja quais:

Evite o uso de saltos altos, pois eles atrapalham a circulação do sangue.
Consulte um médico e peça orientações específicas se for iniciar o tratamento com a pílula anticoncepcional.
Evite o hábito de carregar pesos. Se isso for inevitável, procure alternativas como carrinhos com rodinhas, por exemplo.
Não fique o dia inteiro na mesma posição. Se isso for inevitável, levante-se regularmente para liberar a circulação sangüínea.
Tenha cuidado com exercícios como a musculação ou a aeróbica de alto impacto, porque provocam uma maior tensão nos vasos e, por conseqüencia, a sua dilatação.
Evite permanecer em lugares quentes por muito tempo, como em saunas, sessões de bronzeamento ou banhos quentes, porque também provocam dilatação dos vasos.
Sempre que possível, deite-se com as pernas elevadas, para favorecer o retorno venoso, já que os pés ficarão mais altos que o coração.
Jamais trate as varizes sem o acompanhamento de um angiologista.


Conheça os principais tratamentos

Dependendo do tipo de variz, existem formas de tratamento mais adequados. O importante é começar cedo, pois, quanto mais desenvolvidas estiverem as varizes, mais dolorosa e demorada vai ser a solução.

Para as varizes pequenas, a escleroterapia é o método mais utilizado, e consiste na aplicação de injeções nas veias. Essas aplicações também podem ser feitas sem injeção, por laser ou radiofreqüência.

Para as varizes de maior calibre, o método é o da microcirurgia, que, na maioria dos casos, pode ser feita até em ambulatório com anestesia local.

Fonte: "Manual das Varizes" Dr. Edson Amaro Neves / terra.com.br

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Azia durante a Gravidez



A azia (ou refluxo) é um sintoma comum durante a gravidez, a partir do segundo trimestre. É tipicamente caracterizada por uma sensação desagradável de ardor no peito e garganta, à qual se associa o sabor ácido na boca.
O aparecimento da azia durante a gravidez deve-se ao aumento do útero e às alterações hormonais próprias desta fase. Vejamos em pormenor estes dois aspectos relevantes:


O espaço cada vez maior que o útero ocupa leva a que o estômago e o intestino sofram uma grande pressão e, consequentemente, a digestão se torne mais lenta. Esta pressão sobre estômago e o consequente desenvolvimento de gases fazem com que a comida suba de novo para o esófago;
As alterações hormonais durante a gravidez provocam grandes mudanças no organismo da mulher. Neste caso em particular, o aumento do nível da progesterona leva a um relaxamento generalizado dos órgãos, nomeadamente do esfíncter esofágico inferior – válvula situada entre o estômago e o esófago. Embora se encontre normalmente bem fechado, o relaxamento deste órgão provocado pela variação dos níveis de progesterona leva a que conteúdo do estômago volte para o esófago, levando à irritação característica da azia.
Apesar de não poder ser completamente eliminada, geralmente a azia melhora se tiver os seguintes cuidados:
Coma de forma moderada e racional (entre 5 a 6 refeições por dia), evitando fritos e comidas muito condimentadas;
Após as refeições, masque uma pastilha elástica, pois estimula a produção de saliva, que ajuda a neutralizar os ácidos do estômago;
Evite bebidas com gás, álcool, café, chocolate, sumos de fruta ácidos, tomate, mostarda, vinagre;
Modere ao máximo o consumo ou exposição ao tabaco;
Não se deite após as refeições (deverá evitar comer 3 horas antes de ir para a cama, uma vez que os ácidos do estômago sobem mais facilmente quando está deitada);
Levante a cabeceira da cama, de forma a elevar o corpo e, desta forma, manter os ácidos no estômago, ajudando à digestão;
Controle o seu peso, com a supervisão do seu médico obstetra;
Use roupa larga e confortável, especialmente à volta da cintura e estômago.
Se não melhorar adoptando estas medidas, aconselhe-se com o obstetra sobre a medicação indicada para a azia e para os cuidados a ter durante a gravidez.


Fonte: http://aminhagravidez.com

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dor de Garganta



A dor de garganta, uma dos sintomas mais comuns da prática médica, tanto em adultos quanto em crianças, surge geralmente devido a um quadro de faringite e/ou amigdalite. Neste texto vamos explicar as causas, os sintomas e o tratamento da dor de garganta.


Faringite é o nome dado à inflamação da faringe; amigdalite é a inflamação das amígdalas. Ambas apresentam como principal sintoma a dor de garganta. Como estão anatomicamente próximas, é muito comum a faringe e as amígdalas inflamarem simultaneamente, um quadro chamado de faringoamigdalite. Apesar de inflamarem juntas, algumas pessoas tem predominantemente amigdalite, enquanto outras, faringites. Ao longo do texto vou alternar os termos faringite e amigdalite, mas o que vale para uma, também serve para a outra.
Antes de continuarmos, estudem o desenho ao lado para saberem de que estruturas vou falar a seguir. Todas elas podem ser vistas ao abrirmos a boca em frente a um espelho.

A faringoamigdalite pode ser causada por infecções bacterianas ou virais. A maioria dos casos é de origem viral. Vários tipos de vírus podem levar à faringite e/ou amigdalite. A gripe é um exemplo comum de dor de garganta de origem viral (leia: DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO).


Orofaringe
As faringites virais são processos benignos que se resolvem espontaneamente, ao contrário das faringites ou amigdalites bacterianas podem levar a complicações, como abscessos e febre reumática. A dor de garganta causada por bactérias deve ser sempre tratada com antibióticos (explico o porquê adiante).

Como distinguir uma amigdalite viral de uma bacteriana?

O modo mais correto é através da coleta de material da garganta por swab ou Zaragatoa, uma vareta com algodão na ponta usada para colher material da área inflamada para posterior avaliação laboratorial. A análise do material colhido pelo swab consegue identificar o agente infeccioso, seja uma bactéria ou um vírus.

Apesar da ajuda do swab, há um problema de ordem prática: a identificação do agente infeccioso demora pelo menos 48-72h. Por isso, muitas vezes os médicos optam por iniciar o tratamento baseado em achados clínicos. Até já existem testes laboratoriais mais rápidos para se identificar bactérias, mas nem sempre há facilidade para se colher e enviar o material para análise.

Explicaremos a seguir como distinguir uma faringite viral de uma faringite bacteriana apenas com elementos clínicos.

Sintomas da faringite | Sintomas da amigdalite

Os sintomas da amigdalites/faringite são:

- Dor de garganta
- Febre
- Dores pelo corpo
- Dor de cabeça
- Prostração

Todos os sintomas citados acima são comuns tanto em infecções virais quanto bacterianas. São necessários, portanto, outros elementos para distinguir uma da outra.


Faringite viral - Inflamação sem edema de úvula, sem pus ou petéquias.
Normalmente as faringites virais vêm acompanhadas de outros sinais de infecção das vias respiratórias, como tosse, espirros, constipação nasal, conjuntivite e/ou rouquidão. Infecções respiratórias de origem viral não costumam causar sintomas restritos à faringe ou amígdala. Outra dica é que na faringite viral, apesar da garganta ficar muito inflamada, não é comum haver pus.


Amigdalite bacteriana - pontos de pus nas amígdalas e inchaço da úvula
Já as amigdalites causadas por bactérias, além de não apresentarem os sintomas respiratórios descritos acima, costumam causar pontos de pus nas amígdalas e aumento dos linfonodos (gânglios) do pescoço. A faringite bacteriana também pode causar edema da úvula e petéquias (pontos hemorrágicos) no palato. A febre da infecção bacteriana costuma ser mais alta que na viral, mas isso não é uma regra, já que há casos de gripe com febre bem alta.


Amigdalite bacteriana - petéquias no palato
A presença de pus e gânglios aumentados na região do pescoço fala fortemente a favor de uma faringite bacteriana. Entretanto, algumas infecções virais, como a mononucleose infecciosa também podem cursar com estes achados.

A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e costuma se apresenta com febre, amigdalite purulenta e aumento de linfonodos na região posterior do pescoço (ao contrário da amigdalite bacteriana que apresenta aumento dos linfonodos da região anterior do pescoço). Outros sinais e sintomas possíveis são o aumento do baço, perda de peso, cansaço extremo e sinais de hepatite. O quadro de mononucleose pode ser facilmente confundido com uma faringoamigdalite bacteriana. A prescrição de antibióticos, como a Amoxacilina, em doentes com mononucleose pode levar a um quadro de alergia, com aparecimento manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Saiba mais em: (leia: MONONUCLEOSE - DOENÇA DO BEIJO ).

Como se pode ver, a distinção entre faringites virais e bacteriana é importante, já que os tratamentos são diferentes. Se houver suspeita de faringite viral, o indicado é repouso, hidratação e sintomáticos. Se o quadro sugerir faringite bacteriana, devemos iniciar antibióticos visando não só acelerar o processo de cura, mas também a prevenção das complicações e da transmissão para outras pessoas da família, principalmente aquelas com contato íntimo e prolongado.

Complicações das faringites/amigdalites bacterianas

Entre as complicações das faringites bacterianas, a principal é a febre reumática, que ocorre principalmente em jovens e crianças (leia: FEBRE REUMÁTICA | Sintomas e tratamento).

A escarlatina é uma doença causada pela bactéria Streptococcus. Apresenta-se como faringite, febre e rash difuso.(leia: ESCARLATINA | Sintomas e tratamento).

A glomerulonefrite pós estreptocócica é uma lesão renal também causada pela mesma bactéria Streptococcus. Costuma cursar com hipertensão (leia: SINTOMAS E TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO), presença de sangue na urina (leia: HEMATÚRIA (URINA COM SANGUE)) e insuficiência renal aguda. (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA ).

Existe uma tipo de psoríase, chamado de psoríase gutata, que está relacionada a faringites pelo Streptococcus. (leia: PSORÍASE | Tipos e sintomas). São lesões de pele que surgem sempre que há uma infecção de garganta, desaparecendo após a sua cura.

Tratamento da amigdalite | Tratamento da faringite

Para se evitar as complicações das amigdalites bacterianas descritas acima, o tratamento deve ser sempre feito com antibióticos. Na maioria dos casos, em 48h já há uma grande melhora dos sintomas.

O tratamento com antibióticos derivados da penicilina, como amoxacilina, deve ser feito por 10 dias. Nos pacientes alérgicos a penicilina uma opção é Azitromicina por 5 dias. Naqueles doentes com intenso edema da faringe, que não conseguem engolir comprimidos, ou naqueles que não desejam ficar tomando remédio por vários dias, uma opção é a injeção intramuscular de penicilina Benzatina, o famoso Benzetacil, administrado em dose única.

Se os sintomas da faringite bacteriana forem muito fortes, enquanto espera-se o efeito dos antibióticos, pode-se usar anti-inflamatórios para aliviar a inflamação da garganta. Mas atenção, os anti-inflamatórios são apenas sintomáticos, eles não tratam a infecção bacteriana.

A faringites virais normalmente duram apenas quatro ou cinco dias e se curam sozinhas. Não é preciso, nem é indicado, o uso de antibióticos. Se os sintomas forem muito incômodos, pode-se usar anti-inflamatórios por dois ou três dias. De resto, repouso e boa hidratação.

Tratamentos alternativos:
Mel: Não há nenhum trabalho que tenha conseguido demonstrar benefício do mel.
Própolis: Apresenta efeito anti-inflamatório pequeno. Funciona muito menos que qualquer anti-inflamatório comum.
Papaína: Além de não melhorar, em grandes quantidades pode piorar a inflamação.
Não há trabalhos que provem a eficácia da homeopatia ou fitoterapia no tratamento das faringites. O tempo de doença e a incidência de complicações é igual ao placebo.
Quem quiser alívio sintomático sem tomar muitos remédios, o ideal é realizar vários gargarejos diários com água morna e uma pitada de sal.

A retirada das amígdalas (amigdalectomia) é uma opção nas crianças que apresentam mais de seis episódios de faringite estreptocócica por ano. Como a incidência das complicações é muito menor em adultos, neste grupo a indicação de amigdalectomia é mais controversa, pois existe a possibilidade de não haver melhora, fazendo apenas com que o paciente deixe de ter crises de amigdalites e passe a ter crises de faringites, o que no final dá no mesmo.

Em pacientes com infecções de garganta de repetição podem-se formar criptas (pequenos buracos) nas amígdalas. Estas acumulam cáseo (ou caseum), uma substância amarelada, parecida com pus, que é na verdade restos celulares de processos inflamatórios antigos. O cáseo pode causar mau hálito em pessoas com amigdalite/faringite crônica

Leia o texto original no site MD.Saúde: DOR DE GARGANTA | FARINGITE | AMIGDALITE http://www.mdsaude.com/2009/03/dor-de-garganta-faringite-amigdalite.html#ixzz1kfYw7bXr

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Enjoos na gravidez e 15 dicas para evitar


Logo nos primeiros meses de gravidez, é comum observarmos as gestantes com enjôos e náuseas, seguidos de vômitos ou não. A maioria das mulheres, entre 60% a 80%, sofrem de enjôo o primeiro trimestre de gravidez.

O enjôo na gravidez é uma coisa absolutamente normal, e não afeta o bebê, contanto que isso não atrapalhe a alimentação materna. Na maioria dos casos os enjôos passam logo após o 3º mês de gravidez, mas existem casos que são mais acentuados e acabam passando para o segundo trimestre.

Caso isso ocorra, e a mãe esteja perdendo peso, pois não se alimenta devidamente, ou não consiga manter nenhum tipo de alimento no estômago é bom procurar um médico, afinal vomitar às vezes é normal, mas não tudo o que você ingere e nesse caso o bebê também estará sendo afetado.


No entanto, ficam aqui 15 dicas para ajudar a evitar os enjoos da gravidez:



Experimente ingerir alimentos de grande teor proteico ou de grande teor de carboidratos como amendoins, nozes, barritas de granola. Estes alimentos ajudam a absorver o excesso de ácido estomacal e o açúcar no sangue, que pode levar ao enjoo.
Evite comidas picantes, gordurosas e queijos moles.

Evite ficar com fome, coma e beba frequentemente em pequenas quantidades; evite o estômago cheio, ou vazio.

Se não tiver de acordar a uma hora específica, então não o faça; descanse o mais que puder e tenha um dia descansada.

Ande sempre com um rebuçado de menta consigo, por vezes chupar um rebuçado ou algo doce ajuda a diminuir a náusea.

Tome um suplemento vitamínico juntamente com a sua maior refeição do dia.

Mantenha uma toalha húmida ao lado da sua cama para colocar na sua testa ou sobre os seus olhos quando se sentir mal disposta.

Tome chá ou suplementos de gengibre, em algumas grávidas funciona muito bem.

Faça exercício, especialmente no exterior, o ar fresco ajuda sempre.

Quando andar de carro opte por conduzir, isso diminuirá os enjoos drasticamente.

Algumas mulheres conseguem ver melhorias se comerem algo antes de se porem a pé logo pela manhã.

Comer um biscoito antes de sair da cama de manha poderá diminuir os enjoos.

Tomar suplementos de vitamina B6 pode ajudar a evitar os enjoos.

Com a permissão do seu médico, ingira um anti-ácido mastigável.

Evite estar em locais com cheiros muito intensos, especialmente locais como a cozinha, os odores da comida são grandes causadores de náuseas.

Experimente tratamentos alternativos como a acupunctura ou acupressura.

Nota: Se não conseguir curar os seus enjoos de gravidez ande sempre com um rol de elementos consigo: toalhetes sem odor, escova de dentes e pasta, pastilha de menta, e claro um ou mais sacos de plástico.

Fontes: http://demaeparamae.pt e http://www.blogers.com.br

Abandone lights e diets na gravidez


“As piores opções para a gestante são adoçantes artificiais à base de sacarina e ciclamato de sódio. São populares, têm preço baixo, mas apresentam risco. A maioria dos adoçantes possui sódio - o que é um grande problema para quem tem pressão alta - e mesmo para gestantes que não tinham pressão alta antes da gravidez, pois algumas podem desenvolver hipertensão”.

Fonte: http://bebe.abril.com.br

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Reações alérgicas


Definição
Reações alérgicas são sensibilidades a substâncias, chamadas alérgenos, que entram em contato com a pele, o nariz, os olhos, o trato respiratório e o trato gastrointestinal. Elas podem ser inaladas para dentro dos pulmões, engolidas ou injetadas.

Considerações
Reações alérgicas são comuns. A resposta imunológica que causa uma reação alérgica é semelhante à resposta que causa febre do feno. A maioria das reações acontece logo depois do contato com um alérgeno.


Reações alérgicas
Muitas reações alérgicas são brandas, enquanto outras podem ser graves e colocar a vida em risco. Elas podem ficar confinadas em uma pequena área do corpo ou podem afetar o corpo inteiro.

A forma mais grave é chamada anafilaxia ou choque anafilático. Reações alérgicas ocorrem mais frequentemente em pessoas que têm um histórico familiar de alergias.

Uma reação alérgica pode ser provocada pelo contato da pele com plantas venenosas, produtos químicos e arranhões de animais, bem como picadas de insetos.

A ingestão ou inalação de substâncias como pólen, escamas de pele animal, mofos e bolores, poeira, nozes e mariscos também podem causar reações alérgicas. Medicamentos como penicilina e outros antibióticos também devem ser tomados com cuidado para garantir que não seja acionado um reflexo alérgico

Embora a exposição pela primeira vez possa produzir apenas uma reação branda, exposições repetidas podem levar a reações mais graves. Uma vez que uma pessoa tenha tido uma exposição ou uma reação alérgica (está sensibilizada), mesmo uma exposição muito limitada a uma quantidade muito pequena de alérgeno pode desencadear uma reação grave.

A maioria das reações alérgicas graves ocorre dentro de segundos ou minutos após a exposição a um alérgeno. No entanto, algumas reações podem ocorrer após várias horas, especialmente se o alérgeno causar uma reação após ter sido ingerido. Em casos muito raros, as reações se desenvolvem após 24 horas.

Anafilaxia é uma reação alérgica repentina e grave que ocorre minutos após a exposição. A atenção médica imediata é necessária para essa condição. Sem tratamento, a anafilaxia pode piorar muito rapidamente e levar à morte em 15 minutos.

Causas
Alérgenos comuns incluem:

Caspa de animais
Picadas de abelhas ou de outros insetos
Alimentos, especialmente nozes, peixes e mariscos
Mordidas de insetos
Medicamentos
Plantas
Pólen
Sintomas


Dermografismo: condição em que coçar levemente a pele levanta pústulas ou vergões. Os pequenos vasos sanguíneos (capilares) dilatam-se, produzindo vermelhidão e inchaço

Sintomas comuns de uma reação alérgica branda incluem:

Urticária (especialmente no pescoço e rosto)
Coceira
Congestão nasal
Erupções cutâneas
Olhos vermelhos e lacrimejantes
Os sintomas de uma reação moderada ou grave incluem:

Cólicas ou dores abdominais
Desconforto ou aperto no peito
Diarreia
Dificuldade para respirar
Dificuldade para deglutir
Vertigem ou sensação de desfalecimento
Medo ou sensação de apreensão ou ansiedade
Rubor ou vermelhidão do rosto
Náusea e vômito
Palpitações
Inchaço do rosto, olhos ou língua
Fraqueza
Respiração com dificuldade ou ruidosa
Inconsciência

Prurido (urticária) no braço
A urticária é caracterizada por lesões vermelhas, em relevo e com prurido que são vistas no braço. A maioria das urticárias se desenvolve como resultado de reações alérgicas.

Ocasionalmente, podem estar associadas a doenças autoimunes, infecções (parasitose), drogas, malignidade ou outras causas.


Primeiros socorros
Para uma reação branda a moderada:

Acalme e tranquilize a pessoa que tem a reação, já que a ansiedade pode piorar os sintomas.

Tente identificar o alérgeno e fazer com que a pessoa evite contato adicional com este. Se a reação alérgica for de uma picada de abelha, raspe o ferrão da pele com algo firme (como a unha ou um cartão de crédito plástico). Não use pinças; espremer o ferrão liberará mais veneno.
Se a pessoa desenvolver uma erupção com prurido, aplique compressas frias e creme de hidrocortisona vendido sem receita.
Observe se a pessoa apresenta sinais de aumento da aflição.
Obtenha ajuda médica. Para uma reação branda, um médico pode recomendar medicamentos vendidos sem receita (como anti-histamínicos).
Para uma reação alérgica grave (anafilaxia):

Verifique as vias respiratórias, a respiração e a circulação da pessoa. Um sinal de aviso de inchaço perigoso da garganta é uma voz muito rouca ou sussurrada, ou sons roucos quando a pessoa está inspirando ar. Se necessário, comece a respiração artificial e a reanimação cardiopulmonar.
Ligue para 192.
Acalme e tranquilize a pessoa.
Se a reação alérgica for de uma picada de abelha, raspe o ferrão da pele com algo firme (como a unha ou um cartão de crédito plástico). Não use pinças -- espremer o ferrão liberará mais veneno.
Se a pessoa tiver medicamento contra alergia de emergência em mãos, ajude a pessoa a tomar ou injetar o medicamento. Evite medicamento oral se a pessoa estiver tendo dificuldade para respirar.
Tome providências para impedir o choque. Coloque a pessoa deitada, levante os pés dela a aproximadamente 30 cm e a cubra com um casaco ou cobertor. NÃO coloque a pessoa nesta posição se houver suspeita de lesão na cabeça, no pescoço, nas costas ou na perna ou se isso causar desconforto.
Não
NÃO suponha que qualquer injeção contra alergia que a pessoa já tenha recebido oferecerá proteção completa.
NÃO coloque travesseiro sob a cabeça da pessoa se ela estiver tendo dificuldade para respirar. Isso pode bloquear as vias respiratórias.
NÃO dê à pessoa qualquer coisa pela boca se ela estiver tendo dificuldade para respirar.
Veja outras orientações no Guia de Primeiros Socorros do iG Saúde

Ligue imediatamente para a assistência médica de emergência, caso:
A pessoa esteja tendo uma reação alérgica grave -- sempre ligue para 192. Não espere para ver se a reação está piorando.
A pessoa tenha um histórico de reações alérgicas graves (verifique se há uma etiqueta de identificação médica)
Prevenção
Evite desencadeadores como alimentos (veja alergia a alimentos) e medicamentos que causaram uma reação alérgica (mesmo branda) no passado. Faça perguntas detalhadas sobre ingredientes quando estiver comendo fora de casa. Examine cuidadosamente os rótulos de ingredientes.
Se você tiver um filho alérgico a determinados alimentos, introduza um novo alimento de cada vez em pequenas quantidades para que você possa reconhecer uma reação alérgica.
As pessoas que sabem que já tiveram reações alérgicas graves devem usar uma etiqueta de identificação médica.
Se você tiver um histórico de reações alérgicas graves, tenha consigo medicamentos de emergência (como uma forma mastigável de difenidramina e epinefrina injetável ou kit para picada de abelha) de acordo com as instruções do seu médico.
Não use sua epinefrina injetável em outra pessoa. Elas podem ter uma condição (como um problema cardíaco) que pode ser afetada negativamente por esse medicamento.


Referências
Schwartz LB. Systemic anaphylaxis, food allergy, and insect sting allergy. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 274.

Wasserman SI. Approach to the person with allergic or immunologic disease. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 270.

Fonte: http://saude.ig.com.br

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quimioterapia, uma alternativa para vários tipos de câncer



A primeira observação de que alguns medicamentos ou produtos químicos poderiam atuar em tumores aconteceu na Segunda Guerra Mundial.

Após vazamento de gás mostarda (arma química), pessoas com tumores que ficaram expostas ao gás tiveram redução nesses tumores.

Sendo assim, a quimioterapia é um tratamento que utiliza medicações específicas, as quais têm propriedade de atuar inativando ou destruindo as células tumorais.

A inserção dos medicamentos quimioterápicos na estratégia de tratamento do câncer pode ser feita de várias formas.

Em casos de tumores grandes, que não podem ser retirados com cirurgia, a quimioterapia pode ser utilizada para reduzi-los, a fim de serem operados posteriormente.

Depois da retirada cirúrgica de um tumor, a quimioterapia pode ser útil para eliminar células "escondidas" em outros órgãos e que não podem ser detectadas através dos exames habituais.

Também pode ser feito o tratamento quimioterápico exclusivo e isolado, como é o caso das leucemias e linfomas, que são tumores com grande potencial de cura.

O ideal é tratar o câncer no estágio inicial, mas a quimioterapia pode ajudar mesmo quando a doença já está em um estágio mais avançado.

Graças a esse método, mais da metade dos casos de câncer já tem cura.

A quimioterapia deve ser orientada por profissionais qualificados na área de oncologia clínica, e os medicamentos devem ser preparados e manipulados sob critérios rigorosos de controle de qualidade.

As sessões são feitas, geralmente, em regime ambulatorial, e em raras situações é necessário o internamento do paciente.

O tratamento quimioterápico deve ser planejado, entre outros aspectos, de acordo com o tipo de tumor e a extensão da doença.

As infusões poderão ser diárias, semanais ou mensais, obedecendo aos intervalos programados pelo médico.

A duração depende, entre outras coisas, da resposta do tumor às drogas utilizadas. O paciente pode receber a medicação por via endovenosa (na veia), intramuscular (dentro do músculo), subcutânea (na região acima do músculo) ou oral.

Atualmente, quimioterápicos mais ativos e menos tóxicos encontram-se disponíveis para uso na prática clínica, mas o tratamento deve ser bem orientado pelos médicos.

Como qualquer outro medicamento ou procedimento médico, esse tratamento pode trazer efeitos colaterais graves.

Isso acontece porque as drogas atuam em todos os locais do corpo, atingindo tanto as células tumorais quanto as normais, o que pode provocar efeitos colaterais como náuseas, vômitos, queda de cabelo, entre outros.

A ocorrência desses efeitos depende dos tipos de medicamentos prescritos e do próprio organismo da pessoa.

A novidade, nos dias de hoje, é o tratamento direcionado, em que os remédios só atuam na célula cancerígena, o que reduz significativamente a toxicidade.


Fonte: saudenainternet.com.br